Analysis and commentary on the Eurozone external debt crisis and of the adjustment programs, as seen from Portugal, a small, fragile and peripheral economy by economists and former money-center bankers, veteran of other international crises. Please use the Translate button, as necessary, since PPP Lusofonia is that rarity, a "bilingual blog"!
A Eurozone continua a testar os Limites à Divergência, entre países superavitários e credores e países deficitários e devedores.
Dentro da Moeda Única e do Mercado Único , temos cada vez menos mecanismos de ajustamento automático, por isso a divergência de interesses tende a aumentar em vez de diminuir, o que é claramente insustentável e aumenta os riscos para todas as partes.
Muitos dos analistas reduzem a questão a um problema Norte-Sul, uma abordagem simplista para não dizer perigosa, dando mais tempo de antena aos interesses e posições dos credores, que estão naturalmente na mó de cima, em detrimento dos interesses e posições dos devedores que estão naturalmente fragilizados. Uma análise mais rigorosa e inteligente, recordando os princípios fundamentais da gestão de crédito, aponta para a co-responsabilização entre credores e devedores pelos excessos de crédito e dívida insustentável. Afinal, ninguém obrigou os credores a fazerem tanto crédito que se revelou "subprime", isto é, incobrável.
Estamos, portanto, perante mais uma crise de balança-de-pagamentos, de excesso de crédito e de endividamento externo, de diferendos legítimos entre credores e devedores, que pode no entanto transformar-se em conflitos culturais ou até políticos, se não for resolvida correctamente.
Para acompanhar análises e comentários sobre a evolução da crise de endividamento externo dos países da Eurozone, dos programas de ajustamento, vistos a partir de Portugal, uma pequena economia frágil e periférica, por economistas e ex-gestores bancários com experiência de outras crises internacionais, favor clicar em http://ppplusofonia.blogspot.com/search/label/Crise.
Quando a dívida é excessiva, tem que ser renegociada, para reembolsar a prazos mais longo e com taxas de juro mais baixas.
Quando a dívida é insustentável, tem que que ser parcialmente perdoada (o dito haircut)
Em ambos os casos, o contencioso (ou workout) é uma etapa natural e integral do negócio de crédito, e todos os bancos devem ter um bom Departamento de Contencioso.
Os princípios e praticas do contencioso de crédito são explicados numa série de entradas no blog dedicadas ao tema Debt Workout 101, que já vai em 20 partes:
Debt workout 101 - parte 0 Sinais de Alerta de Alerta de Stress Financeiro
Debt workout 101 - Games borrowers and lenders play, part 1
Debt workout 101 - Games borrower and lenders play, part 2
Debt workout 101 - Games borrowers and lenders play, part 3 Orderly default
Debt workout 101 - Lessons from past crisis, part 5
Debt workout 101 - part 6 Looking for the bottom
Debt workout 101 - part 7, The D-word, down with the default taboo
Debt workout 101 - part 8 Stages of Grief in Eurozone countries
Debt workout 101 - part 9 US and UK banks increase exposure
Debt workout 101 - part 10 Estonia model of non-default and debt workout
Debt workout 101 - part 12 The benefits of a non-default
Debt workout 101- part 11 Creditors don't want to kn
Debt workout 101 - part 13 Nobody forced the creditors to lend
Debt workout 101 - part 14 The Estonia example
Debt workout 101 - part 15 Early default could save the Euro
Debt workout 101 - part 16 O absurdo de só defender o credor
Debt workout 101 - part 17 Baltic purgatory provides lessons to Eurozone credit workout
Debt workout 101 - part 19 Creditors must sometimes lose money
Debt workout 101 Creditors must share pain of credit workout
Debt workout 101
A Eurozone continua a testar os Limites à Divergência, entre países superavitários e credores e países deficitários e devedores.
Dentro da Moeda Única e do Mercado Único , temos cada vez menos mecanismos de ajustamento automático, por isso a divergência de interesses tende a aumentar em vez de diminuir, o que é claramente insustentável e aumenta os riscos para todas as partes.
Muitos dos analistas reduzem a questão a um problema Norte-Sul, uma abordagem simplista para não dizer perigosa, dando mais tempo de antena aos interesses e posições dos credores, que estão naturalmente na mó de cima, em detrimento dos interesses e posições dos devedores que estão naturalmente fragilizados. Uma análise mais rigorosa e inteligente, recordando os princípios fundamentais da gestão de crédito, aponta para a co-responsabilização entre credores e devedores pelos excessos de crédito e dívida insustentável. Afinal, ninguém obrigou os credores a fazerem tanto crédito que se revelou "subprime", isto é, incobrável.
Estamos, portanto, perante mais uma crise de balança-de-pagamentos, de excesso de crédito e de endividamento externo, de diferendos legítimos entre credores e devedores, que pode no entanto transformar-se em conflitos culturais ou até políticos, se não for resolvida correctamente.
Para acompanhar análises e comentários sobre a evolução da crise de endividamento externo dos países da Eurozone, dos programas de ajustamento, vistos a partir de Portugal, uma pequena economia frágil e periférica, por economistas e ex-gestores bancários com experiência de outras crises internacionais, favor clicar em http://ppplusofonia.blogspot.com/search/label/Crise.
Quando a dívida é excessiva, tem que ser renegociada, para reembolsar a prazos mais longo e com taxas de juro mais baixas.
Quando a dívida é insustentável, tem que que ser parcialmente perdoada (o dito haircut)
Em ambos os casos, o contencioso (ou workout) é uma etapa natural e integral do negócio de crédito, e todos os bancos devem ter um bom Departamento de Contencioso.
Os princípios e praticas do contencioso de crédito são explicados numa série de entradas no blog dedicadas ao tema Debt Workout 101, que já vai em 20 partes:
Debt workout 101 - parte 0 Sinais de Alerta de Alerta de Stress Financeiro
Debt workout 101 - Games borrowers and lenders play, part 1
Debt workout 101 - Games borrower and lenders play, part 2
Debt workout 101 - Games borrowers and lenders play, part 3 Orderly default
Debt workout 101 - Lessons from past crisis, part 5
Debt workout 101 - part 6 Looking for the bottom
Debt workout 101 - part 7, The D-word, down with the default taboo
Debt workout 101 - part 8 Stages of Grief in Eurozone countries
Debt workout 101 - part 9 US and UK banks increase exposure
Debt workout 101 - part 10 Estonia model of non-default and debt workout
Debt workout 101 - part 12 The benefits of a non-default
Debt workout 101- part 11 Creditors don't want to kn
Debt workout 101 - part 13 Nobody forced the creditors to lend
Debt workout 101 - part 14 The Estonia example
Debt workout 101 - part 15 Early default could save the Euro
Debt workout 101 - part 16 O absurdo de só defender o credor
Debt workout 101 - part 17 Baltic purgatory provides lessons to Eurozone credit workout
Debt workout 101 - part 19 Creditors must sometimes lose money
Debt workout 101 Creditors must share pain of credit workout
Debt workout 101

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